DIVULGAÇÃO COLUNA EMPAPEL
Números finais de 2022 mantêm setor de papelão ondulado em patamar positivo
Com o fim de 2022, já é possível olhar para trás e mensurar a performance do setor de papelão ondulado e comparar com os anos anteriores. Foi um ano desafiador, com normalização pós-pandemia, mas o novo ano tem boas perspectivas. Afinal, 2023 apresenta mudanças significativas, a começar por um novo governo que tomou posse em 1.º de janeiro, prometendo uma reforma tributária que retire o peso do consumo para as camadas mais baixas da sociedade, além de uma revisão na tabela do Imposto de Renda (IR).
Os resultados de 2023 já apresentam mudanças significativas. A prévia dos indicadores da Empapel sinaliza que o Indice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) subiu 3,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em termos de volume, a expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado alcançou 318.207 toneladas no mês. O resultado é inferior aos janeiros atípicos de 2020 e 2021 (318.666t e 335.437t, respectivamente), mas superior a 2022 (308.296t) e os anos anteriores ao da pandemia.
A guerra na Ucrânia e os problemas econômicos gerados pelo enfrentamento da pandemia ainda estão no horizonte. O mundo segue discutindo uma possível recessão global, pela necessidade de bancos centrais aumentarem suas taxas de juros para enfrentar a inflação, enquanto o Brasil, que começou bem antes desse processo, está à frente e pode se beneficiar disso. O cenário de reabertura econômica pós-Covid 19 com consumidores destinando parte de sua renda para serviços, impactando o consumo de bens físicos, ainda fazem parte do contexto, incluindo um crescimento que aponta sinais de retomada após reequilíbrio da demanda versos a oferta.
O resultado final de 2022 mostra que o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) caiu 3,47% em dezembro, se comparado com o mesmo mês de 2021. O primeiro semestre de 2022 sobre 2021 registrou queda de 6,0% em conformidade com a abertura econômica e crescimento do setor de serviços. Voltando à sazonalidade do setor, com os eventos de final de ano, o segundo semestre cresceu 1,6% sobre o mesmo período do ano anterior. Assim, o ano terminou com queda de 2,2% em relação a 2021 na expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado, e foi para 3.953.416 toneladas, ante 4.044.397 toneladas em 2021 (que apresentou um crescimento de 3,5% em relação a 2020).
Quem olha os números em um primeiro momento, pode achar que eles não são positivos. É preciso observar que a comparação estava num patamar bastante alto; afinal, 2021 foi o melhor ano da série histórica tabulada desde 2018. Pouco antes de dezembro de 2021, estudos da FGV em parceria com a Empapel, haviam colocado na balança as projeções possíveis para 2022, na qual incluíam o cenário de encerramento do ano com recuo próximo a 2%. E que se concretizou.
A desaceleração em relação a 2021, mostra a retomada da sazonalidade histórica do mercado de papelão ondulado no Brasil. Esta sazonalidade havia sido “perdida” em 2021, muito por conta de safras e datas comemorativas. Em 2021, a expedição mensal ficou basicamente flat entre o primeiro e segundo semestres, enquanto historicamente o segundo semestre tende a ser mais forte. No entanto, esse número é reflexo de um nível de comparação excepcional: 2021 foi o melhor ano do mercado de embalagens de papel e papelão ondulado. Então, essa queda ainda deixa o patamar da indústria alto. Isso é bastante positivo.
Todos os segmentos apresentaram aumentos. A distribuição setorial de expedição de caixas e acessórios em dezembro de 2022 mostra, por exemplo, que produtos alimentícios cresceu 52,85%, enquanto químico e derivados demandou 8,74% mais embalagens e horticultura, fruticultura e floricultura, mais 8,27%. O ano de 2023 será impulsionado por esses números elevados. De fato, há projeções positivas para 2023, com crescimento estimado de 3,7%, considerando cenário moderado.
Os campos político e econômico são primordiais para definição dos rumos do ano. Os primeiros seis meses vão ser de muitas discussões entre Executivo e Congresso Legislativo. O consumidor, na insegurança, reduz o consumo. Por outro lado, há uma injeção importante para acontecer no mercado. A PEC (da Transição), aprovada no final de 2022, injeta R$ 170 bilhões extras no orçamento, indo quase tudo diretamente para melhorar a renda das famílias, dos consumidores, além do novo auxílio de R$ 150,00 para famílias carentes com crianças, adicional aos R$ 600,00 já existentes, que promete aumentar o consumo das famílias, logo demandando mais produtos embalados.
Outro ponto positivo que pode ser creditado ao setor é a substituição de soluções menos sustentáveis (plástico) por papel. As tendências positivas devem ser confirmadas em 2023. Com números tão altos conseguidos em 2021 e 2022, o setor de embalagens de papel e papelão ondulado terá que se superar dia após dia para manter o alto nível. A história recente tem mostrado que é possível.
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