Os diferentes modelos (desenhos) de embalagens de papelão ondulado foram sendo criados e um nome foi dado a cada modelo de acordo com algumas características construtivas tentando, com palavras, descrever o modelo e muitos desses nomes continuam, ainda, aparecendo nas especificações.
Por exemplo: um dos modelos mais usados, a caixa chamada normal, aqui entre nós, ou caixa regular nos Estados Unidos, onde recebe uma denominação mais completa como Regular Slotted Container (RSC), tem a característica de possuir abas definidas através de entalhes (slottes). Esses entalhes partem das bordas da chapa e vão até um vinco horizontal e nesse sentido tem por dimensões a metade da largura da caixa; duas abas opostas se encontram e formam o fundo e a tampa da caixa. Dois vincos horizontais, paralelos, e ao longo do comprimento da chapa, mantêm uma distância que corresponde à altura da caixa.
É o modelo mais produzido até hoje e permite uma velocidade de confecção impressionante, já que as máquinas que produzem esse modelo evoluíram a tal ponto que vários milhões de embalagens são produzidas anualmente atendendo a uma demanda sempre crescente para os vários seguimentos do mercado. É uma embalagem de transporte que possibilita automatizar as linhas de produção dos usuários e atender a todas as situações encontradas no seu ciclo de distribuição.
Uma característica produtiva da Caixa Normal (CN, para nós) é possuir cortes e entalhes sempre paralelos, o que permitiu a construção de máquinas de altas velocidades produtivas; outros modelos possuindo cortes e entalhes paralelos também eram fabricados nessas máquinas e nomeá-los não representava grandes malabarismos vernáculos.
Tal situação, porém, não perduraria por muito tempo e apareceu uma diversidade enorme de outros modelos de embalagens, com vincos, cortes e dobras transversais. Máquinas apropriadas foram criadas para produzir essas embalagens, e uma grande variedade de modelos de embalagens foi criada com o tempo; começou ficar difícil nomeá-los.
Uma solução foi classificar esses modelos, apresentá-los numa classificação através de um desenho que mostrasse os seus desenhos, não só na sua condição plana, mas também de forma tridimensional, isto é, a “caixa” montada. E isso se constituiu na CLASSIFICAÇÃO FEFCO (FEFCO-The European Federation of Corrugated Board Manufacturers) adotada na CLASSIFICAÇÃO ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Qual o objetivo deste artigo? É lembrar aos projetistas que as atualizações na área da FEFCO são bem mais rápidas que aquelas que fazemos aqui pela ABNT. Portanto, verificar a classificação FEFCO periodicamente pode ser de interesse para os projetistas de embalagens, e uma prática, ainda não muito adotada, é procurar especificar as embalagens sempre indicando aquele número ABNT/FEFCO para caracterizar melhor o estilo da embalagem especificada e evitar uma descrição às vezes até meio complicada.
[pdf-embedder url=”https://empapel2026.criativecom.com.br/wp-content/uploads/2024/08/06-CLASSIFICACAO-ABNT_FEFCO.pdf” title=”06 – CLASSIFICAÇÃO ABNT_FEFCO”]


