Embalagem Expositora

display pdv papel microondulado

Uma série de estilos de embalagens de papelão ondulado apresenta, além de sua função de proteção (que discutimos no artigo anterior), uma função expositora. As embalagens para frutas são exemplos e sobre elas vamos tecer aqui alguns comentários.

Os estilos chamados bandeja, há muito utilizados, têm o topo aberto, isto é, no seu desenho a face topo “não existe”, e os produtos transportados ficam à vista do consumidor, e aqui destacamos as embalagens para frutas. Funcionam, assim, como expositoras. (No topo, pequenas abas, partindo das laterais, ou das testeiras, oferecem apoio para as embalagens sobrepostas, porém, a maior parte da área, correspondente à face topo, é aberta deixando à vista o conteúdo dessas embalagens. As embalagens são projetadas prevendo um espaço livre entre as embalagens sobrepostas e o “topo” da embalagem da camada inferior).

São embalagens projetadas com papelão ondulado de resistência necessária para evitar que o abaulamento do fundo venha se apoiar sobre os frutos da embalagem da camada inferior. Há, inclusive, no Manual de Embalagens para Produtos Hortifrutícolas da Empapel, uma indicação quanto à tolerância a esse abaulamento que não deve ultrapassar o limite estabelecido no Manual.

As dimensões externas dessas embalagens foram estudadas para se adequarem às dimensões do palete PBR $1000 \times 1200$ mm e formam um grupo de embalagens modulares; a embalagem maior teve suas dimensões padronizadas em $600 \times 400 \times A$ ($A =$ altura pode variar de acordo com o “tamanho” dos frutos). Embalagens menores tomaram por dimensões medidas submúltiplas das dimensões $600 \times 400$. Com tal dimensionamento é possível empilhar, transportar ou mesmo expor embalagens de diferentes dimensões num mesmo palete.

O desenho dessas embalagens permite que elas se travem, umas às outras, por meio de encaixes evitando movimentação de camadas sobrepostas durante o transporte. O palete e sua “carga” formam um bloco reforçado por meio de cintas amarrando as embalagens ao palete.

Essas embalagens e seus conteúdos (ainda sobre o palete) poderiam estar expostas naquelas áreas dos supermercados destinadas à venda, evitando ao comerciante construir estruturas destinadas à exposição dos produtos. Os produtos não seriam retirados das embalagens para a comercialização; manuseios seriam evitados. O usuário retiraria o produto diretamente da embalagem vinda do produtor.

Evitar manuseios “não necessários” preservam a qualidade do produto. Muitas vezes os produtos são “despejados” sobre uma gôndola expositora e consequentes amassamentos acontecem danificando e podendo até gerar perdas significativas. E quem paga, no final, por todo esse desperdício é o consumidor final.

Nas feiras o problema é mais grave já que os produtos não vendidos voltam com o feirante aumentando o número de manuseios. Nossos comentários eram para enfatizar a possibilidade de serem usadas as embalagens como expositoras, mas terminamos dando uma ênfase ao “problema” manuseio que deve ser muito considerado, especialmente para essa classe de produtos sujeitos à danos se não manuseados adequadamente. Diminuir o número de manuseios é uma prática aconselhável.

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