Reciclar é mais do que reaproveitar: é dar novo sentido ao futuro

reciclar

No dia 17 de maio, celebramos o Dia da Reciclagem – data que nos convida à reflexão. Afinal, reciclar não é apenas transformar resíduos em matéria-prima. Como disse Antoine Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. E é nessa lógica que a cadeia do papel tem avançado, com responsabilidade e propósito.

A temática da reciclagem nunca foi tão atual. No setor de papel, essa consciência está intimamente ligada à sua história, a circularidade está no DNA da nossa cadeia.

Hoje, a taxa de reciclagem do papel no Brasil já alcança 58,1%. Mais do que números, isso representa impacto positivo, social e ambiental.

Sob o ponto de vista ecológico, as companhias retiram resíduos do meio ambiente. Apesar de o papel ser biodegradável em poucos meses, colocamos em prática o conceito de circularidade e reinserimos a matéria-prima em nosso processo produtivo. Não se pode negar que a poluição ambiental é fator que impulsiona o aparecimento de doenças e a perda da biodiversidade.

De igual modo, esta indústria tem um enorme potencial transformador. Atualmente, de acordo com o Atlas da Reciclagem, da ANCAT, o papel representa cerca 50% do material em uma cooperativa, o que demonstra sua importância para a atividade.

Além disso, as companhias do setor têm investido em programas estruturantes com cooperativas, ajudando a organizá-las, capacitá-las e aproximá-las ainda mais da indústria, que é onde se recicla. O objetivo é claro: fazer com que o retorno das embalagens de papel seja cada vez mais eficiente, justo e inclusivo. Trata-se de iniciativas em diferentes locais do País.

Na Empapel, ciente da necessidade de dar a devida atenção e impulso na temática, temos trabalhado em diferentes frentes para fortalecer nossa atuação e diálogo com todos os stakeholders.

Este ano foi criada a área de Logística Reversa na Empapel. Uma de nossas primeiras ações foi a busca e contratação de uma consultoria especializada para que possamos robustecer nossa capacidade de coletar e analisar dados nessa área – é vital construir argumentação em cima de números concretos. A pesquisa está em andamento e ainda no segundo semestre teremos boas novidades.

Além disso, também trouxemos para nos dar consultoria o dr. Fabrício Soler, um dos mais respeitados advogados em direito ambiental e profundo conhecedor da legislação de logística reversa. Isso tem sido vital para acompanharmos de perto os movimentos de Brasília, que podem impactar o setor. Lembrando que o Governo Federal iniciou movimento de elaboração de Decretos de Logística Reversa por tipo de material. O setor de papel pode, em breve, ser chamado a retomar diálogo sobre o texto de seu Decreto Futuro.

Em paralelo a estes passos, temos dialogado com representantes dos diferentes elos da cadeia e não deixamos de participar de fóruns de discussões que abordam o assunto. Além de realizar o trabalho de networking, também temos buscado posicionar o setor de papel como parte da solução para a temática. Assim foi no Masterclass, promovido pelo ConectaVerde ou até mesmo no Fórum Mundial da Economia Circular.

Temos que falar mais sobre nós e expor nossos atributos, a fim de que nossa mensagem se repita e chegue mais longe.

Também não podemos deixar de mencionar o esforço para estarmos muito próximos de nossas associadas, especialmente das áreas de empresas que cuidam mais diretamente do tema. A Empapel precisa conhecer de perto as dores e demandas do setor.

É nessa travessia, feita com responsabilidade, inclusão e inovação, que seguiremos avançando. Trata-se de setor que se mostra como uma das soluções e que atua com convicção de que reciclar é muito mais do que reaproveitar; é cuidar de pessoas; preservar recursos; renovar possibilidades e construir um futuro melhor.

No Fim do Ciclo

Considera-se que o ciclo de distribuição da embalagem de papelão ondulado termina quando a embalagem e seu conteúdo chegam às mãos do consumidor final. Entretanto, há casos em que o conteúdo da embalagem realmente chega às mãos do consumidor final, mas não a embalagem de papelão ondulado.

Explicando: Quando a embalagem é levada a um supermercado, por exemplo, o conteúdo (que pode ser composto por várias unidades de um produto) é retirado e exposto em prateleiras (ou gôndolas) para exposição aos compradores que levam para casa aquilo que compraram (pode ser uma ou mais unidades do produto), porém, não em embalagem de papelão ondulado, mas em sua embalagem primária (uma garrafa de vinho tem, por exemplo, a garrafa como embalagem primária).

No caso acima, o ciclo de distribuição da embalagem de papelão ondulado termina no supermercado, onde a embalagem de papelão ondulado é descartada*. O produto vai para as prateleiras. É claro que há casos em que o produto é vendido junto com a embalagem de papelão ondulado. Nesse caso, a embalagem chega realmente às mãos do consumidor final.

A embalagem de papelão ondulado costuma acompanhar os clientes dos supermercados quando eles usam embalagens descartadas pelo supermercado para transportar produtos que compraram; essas embalagens são oferecidas pelos supermercados a seus clientes.

Uma análise das embalagens descartadas nos supermercados, após a retirada do conteúdo, mostra situações bastante favoráveis às embalagens de papelão ondulado. Elas terminam o seu ciclo de uso em muito boas condições, algumas até poderiam ser reutilizadas. E o são mesmo, por exemplo, na situação que descrevemos acima. Não se trata, porém, de um reuso previsto pelo usuário da embalagem, ou especificado por ele, mas há casos em que isso ocorre, embora em pequena escala e nem sempre para o mesmo produto para o qual a embalagem foi projetada. Dado ao grande volume de embalagens de papelão ondulado produzidas, esse reúso não chega a merecer um registro estatístico.

As embalagens de papelão ondulado para produtos autossustentáveis, cuja função é “reter” o conteúdo durante o manuseio, estocagem e transporte durante o seu ciclo de distribuição, costumam ter um desempenho visando mais a esses aspectos; aquelas para produtos não autossustentáveis, porém, e que têm uma responsabilidade de proteção maior, apresentam-se no final do ciclo com o aspecto, ainda, de “novas”, pois foram projetadas visando tal objetivo.

Descartada a possibilidade de um acidente, as embalagens de papelão ondulado sempre completam o seu ciclo de distribuição cumprindo suas funções de proteção ao seu conteúdo. A responsabilidade para esse sucesso começa no projeto e termina no controle de qualidade do fabricante e na utilização correta pelo usuário.

Uma vez nas mãos do consumidor final, o ciclo de distribuição da embalagem de papelão ondulado está completo.

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