Adequação Dimensional

adequacao dimensional embalagens e o palete padrao

Adequação Dimensional Embalagens e o Palete Padrão

Os usuários de embalagens de papelão ondulado costumam imprimir no fundo das embalagens que usam para o transporte de seus produtos um desenho mostrando a distribuição das embalagens no palete sobre o qual elas serão transportadas. Na maioria dos casos, em virtude das dimensões externas das embalagens, sobra espaço na superfície do palete, ou seja, há um vazio. Isso porque as dimensões das embalagens são projetadas de acordo com as dimensões do conteúdo que pode ser uma embalagem primária ou, o que é mais comum, várias embalagens primárias. (Lembrando: Embalagem primária é aquela diretamente em contato com o produto – uma garrafa de vinho é uma embalagem primária; o vinho, o produto). Produtos há, entretanto, que prescindem de uma embalagem primária; são transportados em contato direto com a embalagem de transporte. É o caso, por exemplo, e já bastante consolidado, das embalagens para frutas que são embalagens cujas dimensões foram determinadas em função das dimensões do palete (1000×1200) mm. Daí suas dimensões, comprimento e largura, serem tais como 600×400, 400×300, 300×200. São dimensões que permitem um perfeito aproveitamento da superfície do palete. (Comentamos isso em artigo anterior). Essa visão, porém, não é aquela dos projetistas das embalagens primárias. Outros aspectos tão importantes quanto ou outras razões que podem até ser tradição, mercadológicas ou estéticas, podem influenciar no momento da criação da embalagem primária. Sem aprofundarmos muito na questão, porém, imaginamos que alguns produtos podem se adequar a um dimensionamento nos moldes do que se criou para os produtos hortifrutícolas: líquidos que são contidos em embalagens de vidro, em embalagens plásticas, em latas, por exemplo, poderiam ser condicionados em embalagens primárias, cujas medidas sejam pensadas visando a embalagem de transporte que irá ser transportada em paletes, e aqui o palete padrão (1000×1200) mm é a referência. Produtos farináceos condicionados em embalagem de cartão, também se prestariam para tal padronização, assim como outros produtos embalados em embalagens primárias fabricadas com cartão. Não chegamos a examinar, “de perto”, tais possibilidades, pois, voltados que somos ao papelão ondulado e embalagens de papelão ondulado, já estamos na linha final, isto é, na embalagem de transporte e até aqui podemos estar deixando de lado aspectos importantes que não vivenciamos. A palavra final, porém, está nas mãos dos projetistas das embalagens primárias e dos usuários de embalagens que podem vislumbrar alguma vantagem, principalmente econômica na padronização em suas áreas. Fizemos apenas um exercício por fácil de obter os dados: A embalagem primária garrafa de vidro (para vinho, por exemplo) de 750 ml tem diâmetro bastante variável; se padronizado esse diâmetro em 78 mm, teríamos uma embalagem de transporte de papelão ondulado com dimensões 333×250 que se adequaria perfeitamente às dimensões do palete. (Citamos como exemplo apenas porque já existem garrafas com diâmetro bem próximo a 78 mm. Por que não ser o diâmetro 78 mm o mais usado ainda que se tenha de conviver com exceções inevitáveis?) Quando se fala em padronização de garrafas para bebidas, e vamos tomar como referência o produto vinho, a ênfase é dada ao volume; as dimensões, especialmente externas, fica em segundo plano. Há diferentes dimensões fabricadas, entretanto, que permitiria ao fabricante do produto escolher aquela que lhe possibilitaria obter uma dimensão externa para embalagem de transporte, que lhe proporcionaria um melhor aproveitamento dos espaços, e aqui sempre pensando no palete 1000×1200 mm. (Há uma garrafa padrão de 750 mm, conhecida como Bordeaux, de diâmetro externo de 70 mm que possibilitaria uma embalagem de transporte com muito bom aproveitamento do palete. (Necessário se faz lembrar, porém, que estamos falando da embalagem para 12 garrafas não mencionada acima por ser tal conjunto tradicionalmente embalado). Há outras possibilidades, ainda, explorando as dimensões de garrafas já existentes no mercado. Citamos o exemplo de uma embalagem de vidro: a garrafa de vinho. Mas há, é claro, embalagens fabricadas com outras matérias-primas. Um campo que oferece grandes possibilidades é a embalagem de cartão usada como embalagem primária para vários produtos, desde farináceos, pastosos e líquidos. Entretanto, o intuito deste artigo é equacionar as dimensões da embalagem de transporte adequando-as às dimensões do palete 1000×1200 mm. O importante mesmo é que os fabricantes dos vários produtos tenham essa visão lá na frente, isto é, pensem no transporte, nos espaços disponíveis que têm em seus armazéns de estocagem e suas embalagens tenham dimensões para serem transportadas no palete padrão 1000×1200 mm e sem perda de espaço!

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