Headspace

headspace projeto

Headspace é, na prática, um espaço que o projetista deixa livre entre a face interna do topo da caixa e a altura do conteúdo (ou unidades do conteúdo), isto é, a altura do conteúdo é inferior à altura interna da caixa (embalagem).

Produtos frágeis como frutas e hortaliças, produtos em embalagens de cartão e não autossustentáveis, produtos de consistência facilmente deformáveis quando sob pressão e que devem ser protegidos pela embalagem quando empilhados, são alguns exemplos de conteúdos que precisam ser considerados no projeto da embalagem. Considerar um “headspace” no desenvolvimento da embalagem se mostra necessário.

Conhecer esse espaço livre, necessário, para aplicá-lo no desenvolvimento da embalagem é parte do trabalho do projetista. Ele deve saber como determinar esse espaço de forma correta sem simplesmente usar um valor aleatório sem fundamento que o justifique.

Há até critérios matemáticos para determinar o “headspace”; quero, porém, aqui, sugerir um procedimento que a meu ver pode ser observado quando se faz o ensaio de compressão da embalagem de papelão ondulado (PO).

No gráfico do ensaio de compressão há dois momentos importantes: a) o momento em que a carga de acomodação (pré-carga) é aplicada e a altura externa da embalagem pode ser registrada e b) o momento do colapso quando, igualmente, pode ser registrada a altura da embalagem. Se a altura do conteúdo corresponder àquela da situação b) então o espaço acima até a situação a) poderia ser tomada como o “headspace”, pois somente a partir da situação b) o conteúdo passaria a sofrer a carga de compressão, mas nesse momento a caixa teria sofrido o colapso que representa a resistência à compressão da embalagem no ensaio.

O projetista vai constatar, em seus ensaios de laboratório que aquela diferença entre os dois momentos a) e b) pode ser o acréscimo que ele deveria aplicar na altura interna da embalagem em relação à altura do conteúdo; e tendo histórico desse valor ele vai verificar que há certa constância que pode variar apenas em relação à qualidade do papelão ondulado usado na fabricação da embalagem. (A referência aqui é sempre em relação à caixa normal (CN) que é a mais fabricada).

Bem, trata-se de uma sugestão aos projetistas que podem até aperfeiçoar a ideia determinando um headspace de valor adequado para todos os seus projetos que demandam a aplicação de um “headspace” para proteção do conteúdo e com base no histórico dos resultados de ensaios que têm registrados.

Algo que deve ser observado, e para o qual chamamos a atenção, foi discutido, também, em nosso artigo anterior nesta revista.

Uma situação, já normalmente aplicada pelos projetistas de embalagens de papelão ondulado, e que queremos relembrar aqui é a que se observa nas embalagens para frutas: Na borda superior das laterais ou das testeiras, especialmente naquelas embalagens estilo bandeja, há um rebaixo, a princípio utilizado para ventilação, pode ser considerado, também, como um “headspace”, já que esse rebaixo indica o limite para o posicionamento do conteúdo e assim evitar que o abaulamento do fundo da embalagem sobreposta venha provocar danos ao conteúdo da embalagem da camada inferior. (O abaulamento do fundo das embalagens deve obedecer a um critério estabelecido em um manual da EMPAPEL que traz recomendações para as embalagens de PO utilizadas para o transporte de produtos do “seguimento” hortifrutícola).

Espero que tais informações sejam úteis aos projetistas de embalagens de PO.

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