Na classificação de embalagens de papelão ondulado (ABNT/FEFCO) há uma série considerável de modelos já produzidos. Dada a versatilidade do papelão ondulado há sempre possibilidade de se criar modelos diferentes. Está na “criatividade” do projetista e é uma característica que diferencia a embalagem de papelão ondulado de outras fabricadas com outros materiais. Alguns desses outros materiais também podem oferecer possibilidades, entretanto o processo produtivo do papelão ondulado é mais versátil, rápido e econômico. E’ um diferencial altamente positivo.
A embalagem deve sempre se adequar ao seu conteúdo e essa adequação diz respeito a dimensionamento, adaptação às condições de uso pelos usuários, adequação aos meios de transporte, resistência ao empilhamento e ao armazenamento (inclusive em câmaras frias), paletização, manuseio, adequação dimensional também em relação aos meios de transporte e proteção contrachoques pois é um material com características de acolchoamento proporcionado pelas ondas que formam o que chamamos de “miolo” da estrutura.
O modelo de embalagem de papelão ondulado mais fabricado é aquele que chamamos de CN (caixa normal – código 0201 da classificação). Outros modelos criados, também foram adquirindo espaço especialmente quando o processo CV (corte e vinco) se tornou altamente produtivo e econômico, rivalizando com o processo normal.
Especialmente para embalagens hortifruti é usado um modelo que chamamos, aqui, BANDEJA, tradução feita da designação TRAY do inglês.
Para essa finalidade, a BANDEJA é perfeitamente adequada porque a embalagem funciona, também, como expositora. No topo, a embalagem é aberta, isto é, não há uma face topo. O produto fica exposto aos olhos do comprador. Outra característica da embalagem é possibilitar o empilhamento com as embalagens travando umas às outras, formando, para as possíveis dimensões da embalagem, um disposição colunar que aproveita o maior potencial de resistência ao empilhamento.
É possível o uso do modelo BANDEJA também para outros produtos e aí cabe ao projetista da embalagem, juntamente com o usuário, estudar a possibilidade, já que a inexistência de uma face (topo) para exposição do produto, na embalagem, pode não ser recomendável. Em havendo a possibilidade, porém, a economia de material, e evidentemente o custo da embalagem, pode ser altamente positivo – lembramos, inclusive, que uma CN, sem as abas do topo, se transforma numa BANDEJA; é o modelo MCN (meia caixa normal como chamam os projetistas.
Mas, sem considerar os aspectos relacionados à utilização da embalagem pelo usuário e concentrando-se somente na área da chapa de papelão ondulado, será preocupação do projetista verificar qual dos estilos de embalagens, BANDEJA ou CAIXA NORMAL, possibilita o uso de uma área menor de chapa de papelão ondulado para se fabricar a embalagem. Por exemplo, considerando dimensões 500x300x200:
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BANDEJA CV – dimensões da chapa: (1000×700) mm – área = 0,700m²
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CX.NORMAL – dimensões da chapa: (500×1600) mm – área = 0,800m²
(A bandeja CV, com raríssimas excepções, apresenta área menor)
Outros aspectos, é claro, precisam ser considerados, como aqueles relacionados à resistência, à compressão, por exemplo, o que implicaria em resistências diferentes para a chapa de papelão ondulado o que, também, deve ser estudado pelo projetista da embalagem de papelão ondulado, já que o estilo bandeja costuma levar vantagem quanto à resistência à compressão, quando comparado com o estilo caixa normal.
O raciocínio aqui é chamar a atenção para a escolha do modelo da embalagem a ser usada e essa possibilidade de se encontrar resposta para quando o aspecto custo se mostrar altamente relevante.



