ARTIGO EMPAPEL
Dimensões Modulares
Sobre o tema tratado neste primeiro artigo do ano, Dimensões Modulares, voltamos a um assunto já abordado, lembrando que na oportunidade havia um enfoque no seguimento de embalagens hortifrutícolas. Discutíamos as dimensões externas das embalagens sob dois aspectos: adequação das dimensões ao palete padrão PBR 1000×1200 e a adequação das diferentes embalagens, isto é, de diferentes medidas, umas às outras. Essa adequação permitia que as embalagens se encaixassem umas às outras e mantendo as dimensões externas da embalagem maior, dimensões essas que eram submúltiplos das dimensões do palete.
Consequentemente as dimensões das embalagens menores eram, também, submúltiplos das dimensões do palete. Tais embalagens são fabricadas com dimensões de comprimento e largura, tais como: 600×400 400×300 300×200: Duas embalagens de dimensões 300×200 se sobrepõem a uma de 400×300 e duas destas últimas se sobrepõem a uma de 600×400. Esta prática vem, há tempo, sendo aplicada e já está mais que consolidada no mercado hortifrutícola. (Há algumas exceções, para não fugir à regra, é claro) .
A altura da embalagem pode variar de acordo com o produto embalado, sem que isso prejudique o conceito. Uma paletização usando embalagens de 600×400 forma um lastro, camada, de cinco (5) embalagens com total aproveitamento das dimensões 1000×1200 do palete, por exemplo. (Apresentação mais ampla sobre as embalagens modulares para produtos hortifrutícolas consta de um manual da Associação) .
E as embalagens para produtos de outros seguimentos? Aqui as embalagens vêm sendo fabricadas de acordo com as dimensões dos produtos (ou das embalagens primárias) e, consequentemente, a adequação ao palete é, de um certo modo, negligenciada, isto é, não obedecida. O arranjo das embalagens sobre o palete se concentra, principalmente, em não ter embalagens “avançando” além dos limites do palete, o que traria sérios prejuízos à resistência da embalagem já que algumas arestas verticais ficariam sem apoio, o que levaria o projetista a superdimensionar a qualidade do papelão ondulado a ser usada e com reflexo no custo da embalagem de transporte.
Acredito ser possível, aí, uma “revolução”: Os projetistas das embalagens primárias terem em mente, também, as embalagens de transporte e desenharem suas embalagens com dimensões tais que resultem numa embalagem de transporte com dimensões apropriadas para serem transportadas no palete 1000×1200 e com total aproveitamento destas dimensões.
É possível que em muitos casos não haja possibilidades, por razões diversas, mas, ainda que um pequeno percentual de transformações possa ser alcançado, vale a pena o esforço mesmo numa situação particular de um usuário que utiliza um grande volume de embalagens de transporte para um determinado produto.
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